O dramático fim dos cinemas de rua
Por Gibran Teske
Cine Vitória, Cine Ritz, Cine Condor, Art Palácio Copacabana, Cine Copacabana, Cine Ricamar, Cine Sâo José, Cine Carlitos. Esses foram alguns cinemas de rua que tive o orgulho e o prazer de frequentar, mas infelizmente fecharam as portas assim como todo cinema de rua brasileiro. Por isso o dramático fim deles me motivou a escrever esse artigo.
Esses cinemas de rua que citei acima alegraram pessoas de várias idades com suas matinês, porém com a chegada dos anos 90 eles fecharam as portas por motivos financeiros dos seus donos que para sobreviver a invasão dos shopping centers transformaram eles em cinema pornô (os famosos cinemões). O fechamento foi inevitável como aconteceu recentemente em São Paulo com o Cine Belas Artes (fechou porque o proprietário do imóvel queria o imóvel de volta para montar um estabelecimento comercial) e o Cine Lumiére (fechou porque o proprietário aumentou o preço do aluguel) .
É aí que eu quero fazer um questionamento:
questionamento 1: Qual é o benefício financeiro que os proprietários do imóvel têm ao querer fechar um cinema de rua só para querer transformar em loja ou igreja evangélica?
questionamento 2: Qual é o benefício financeiro que os donos dos cinemas de rua têm ao fechar as portas deles só porque o proprietário do imóvel onde o cinema de rua funcionava fracassou em tentar transformá-lo em cinema pornô ou reclamou querendo ele de volta só para querer transformar em estabelecimento comercial (como é o caso do Cine Condor no Rio de Janeiro que virou loja) ou igreja evangélica (como é o caso do Cine São José em Florianópolis)?
Eu vou dizer com sinceridade. Nenhum.
Eu vou dizer com sinceridade. Nenhum.
Sim. Fechar um cinema de rua só porque o proprietário do imóvel dele quer alugar para igreja evangélica, supermercado, academia, loja ou banco porque rende mais dinheiro do que transformá-lo em um cinema pornô ou concorrer com os cinemas de shopping como infelizmente aconteceu com os cinemas de rua que citei no começo do artigo não traz benefício nenhum a ambos.
O Brasil está muito carente de cinema de rua que fez parte da cultura local e nacional não me arrependo de ter ido nos cinemas que citei no começo dessa crônica foi uma honra frequentá-los e assistir filmes como "Inspetor Faustão e o Mallandro" no Cine Ritz por exemplo. E outra coisa os proprietários de imóvel onde funcionaram os cinemas de rua que citei acima não precisavam fechar as portas de suas salas de cinema por causa da concorrência com os shoppings. Vocês caros proprietários do imóvel onde funcionou os cinemas de rua deveriam era ter preservado as salas porque o cinema de rua é patrimônio da cultura local e nacional, além de ser uma excelente opção para a população que não tem dinheiro pra pagar estacionamento do shopping e pagar caro na bilheteria do cinema do shopping
Para encerrar: Rencentemente uma boa noticia (a crônica é do ano passado) o Cine Belas Artes reabriu as portas e voltou a ativa
Para encerrar: Rencentemente uma boa noticia (a crônica é do ano passado) o Cine Belas Artes reabriu as portas e voltou a ativa